13/12/2010

NOVOS TEMPOS





Novos Tempos

Texto de:  
Fátima Irene Pinto

É tempo de agradecer as infinitas bênçãos recebidas
e perceber o milagre da renovação acontecendo
em nossas vidas, a cada ciclo que se fecha,
para outro que se abre simultaneamente.

É tempo de soltar todas as lembranças ruins,
de uma época pautada por ásperas lutas,
testes e provas, as quais superamos com êxito,
amparados tão somente na nossa fé,
constância e determinação.

É tempo de enaltecer os que chegaram
somando forças aos nossos ideais
e mesmo aqueles que chegaram para miná-los
ou comprometê-los,
pois estes foram também nossos mestres indiretos e,
sem que percebessem, cumpriram importante papel,
treinando a nossa humildade,
nossa capacidade de discernir, compreender,
silenciar e relevar.

É tempo de abrir os braços para o futuro
e vislumbrar uma longa avenida ensolarada,
como justa recompensa por todas as sementes
de legítimo amor que fomos lançando ao longo da jornada,
ainda que muitas vezes, em áridos torrões.

É tempo de reconhecer que o mundo lá fora não mudou,
mas que grandes e significativas mudanças ocorreram
dentro de nós mesmos,
deixando-nos mais habilitados e fortalecidos
para lidar com os pequenos ou grandes
revezes da vida.
De perdoarmos a nós mesmos e
pedirmos perdão a todos aqueles que ferimos por ignorância
ou pelos ditames do egoísmo e da imaturidade,
decorrentes da insignificância do nosso grau evolutivo.

É tempo de pedir perdão à Vida,
pelas vezes que não soubemos compreender
as suas Leis exatas e perfeitas.

É tempo de crer ainda mais profundamente no amor
–o verdadeiro amor–
aquele que redime, liberta,
que tudo oferece dadivosamente,
sem esperar qualquer benesse
ou imediata recompensa.

É tempo enfim, de dobrarmos os joelhos
em sincera oração,
num ato de total abandono e confiança no Deus
da nossa compreensão,
que conhece os nossos desígnios,
que sonda nossos corações,
guia nossos passos e por fim,
conduz a nossa embarcação ao seu verdadeiro
e definitivo destino.

13/11/2010

PARA MEDITAR











06/11/2010

ESTRELAS


ESTRELAS
Emmanuel

Senhor:
ante o céu estrelado,
que nos revela a tua grandeza,
deixa que nossos corações se unam
à prece das coisas simples...

Concede-nos, Pai,
A compaixão das árvores,
a espontaneidade das flores,
a fidelidade da erva tenra,
a perseverança das águas que
procuram o repouso nas profundezas,

a serenidade do campo,
a brandura do vento leve,
a harmonia do outeiro,
a música do vale,
a confiança do inseto humilde,

o Espírito de serviço da Terra benfazeja,
para que não estejamos recebendo,
em vão, Tuas dádivas, e para que o
Teu Amor resplandeça no centro de
nossas vidas, agora e sempre.
Assim seja

Do livro: Antologia da Criança.
Psicografia: Francisco Cândido Xavier


16/10/2010

AMO-TE


Amo-te na inquietude de minhas dúvidas,
No aconchego de meu coração...
Amo-te nas entrelinhas de meus olhares,
Nos universos das tuas expectativas,
Nos silêncios de meu coração,
Amo-te como o fogo que alimenta essa paixão!
Amo-te! A ti, unicamente!
Amo-te como o mais eloqüente dos discursos,
Como o mais rápido dos transcursos,
Como o desvanecer de uma aquarela
Que desmaiada, resiste ao tempo!
Amo-te apaixonada e loucamente!
Amo-te nos desmandos de meu corpo,
Na sede de ti, que me assalta nas madrugadas,
Amo-te como amam a vida as almas condenadas!
Amo-te como meu único presente,
Como as alvoradas de novos dias,
Amo-te louca e desesperadamente!
Amo-te na agonia das horas que não passam,
Nos horizontes que me induzem outros caminhos,
Amo-te na liberdade de todos os teus anseios,
No doce buquê de inusitados vinhos,
Na ansiedade da longa espera silente,
Amo-te desesperada e eternamente!
Amo-te no sabor dos beijos alucinantes,
No toque mágico quando me acaricias,
Amo-te acima de todas as magias!
Amo-te no calor da luz do teu olhar,
Na dor da ausência, quando te fazes ausente.
Amo-te eterna e arrebatadoramente!
Amo-te acima de todas a promessas,
Acima de minha alma, minha vida, e de mim mesmo!
Amo teu dizer, teu pensar e teu sentir,
Tuas dúvidas, tuas lágrimas, teu sofrer e teu sorrir.
Amo teu andar, teu olhar condescendente,
Amo-te arrebatada e incondicionalmente!* * *

29/09/2010

DESPEÇO-ME.....

DESPEÇO-ME


Calo a minha voz
Que não é ouvida
-Embaralho as letras,
-Sem sentido-Um dia escritas,
E não lidas,
Rasgo as folhas, Das ilusões,
Esqueço os sonhos,
-São muito frágeis
-Esqueço a fantasia,
-Que nunca vesti-,
Mostro a minha cara,
-Nunca usei máscaras-,
Desço do palco, -No qual nunca subi,
Entrego-me a realidade,Que se faz presente,
- E ri de mim-E acorda-me todos os dias,
Guardo minhas aquarelas,
Que coloriam minhas ilusões,
A mentira me fere,
Pois sou feita de verdades,
Nos meus olhos,
Trago o reflexo de minh'alma,
E no coração a minha história,
Nos lábios um sorriso,
Que oferto a quem passa,
Mas que se transforma em lágrimas,
Diante de um mundo frio,-Feito de vinganças
-Onde as pessoas indiferentes,
Passam e não me vêem,
Que toca uma musica,Que desconheço,
E que não sei dançar,
Sinto-me perdida,No meu próprio caminho,
-Labirinto que enlouquece
-Até decidir para onde ir,
Despeço-me,
-Para que ficar?
-Calo-me,
-Para que falar?-
'Viajo' para um mundo,Que é só meu,
Onde aprenderei,
A viver a vida,
Que o destino meu deu...
[Patricia Montenegro]